Dublin

Primeiro dia em Dublin, peguei o ônibus em Navan e uma hora depois estava no centro de Dublin. O ônibus para na O’Connell Street, onde encontra-se a sede do correio irlandês num enorme prédio, de algum estilo inglês que eu não lembro. Quase na frente do prédio há algo que eu não sei definir uma categoria, The Spire, um gigante mastro (deve ter mais de 100 metros). Não sei o que ele representa, mas está lá e é um ótimo ponto de referência!

Como eu estava meio perdido na cidade, resolvi caminhar e entender as ruas mais importantes da cidade. Minha primeira parada foi no Trinity College, a faculdade mais importante da cidade, com vários anos de história e alguns ex-alunos ganhadores do Nobel. Aliás, aqui eu começei a descobrir que várias pessoas que eu julgava serem inglesas são realmente irlandesas. Nos próximos posts pretendo esclarecer um pouco mais sobre isso. Fiquei com vontade de estudar aqui, só de visitar o campus. Uma das atrações do campus é o The Book of Kells, uma biblia do século 8, com iluminuras e toda trabalhada. Mas não paguei para ver esse livro, custava caro!

Segui meu caminho em direção ao Castelo de Dublin, que estava fechado no domingo, então só olhei ele por fora. O castelo era a casa do representante do rei inglês no país até a independência da irlanda. Nunca diga que a irlanda faz parte do reino unido, eles ficam ofendidos, só a irlanda do norte (Belfast) que ainda faz parte. Perto do castelo está a Christ’s Church, igreja medieval com um enorme porão (tá, tem mais coisas interessantes sobre a igreja, mas não acho minhas anotações no momento), o porão fica por baixo de quase toda a igreja, o que é incrível para a época que foi feita.

Saindo da Christ’s Church avista-se a St. Patrick’s Cathedral, com sua enorme torre (que estava em reformas :(). Essa igreja é a mais longa da irlanda (acho que é uma igreja protestante, mas não sei ao certo). Há diversos memoriais e peças históricas da igreja espalhados pelas laterais da nave (a parte grande da igreja, acho que é nave que se diz…). Depois de ter feito meu circuito de igrejas, caminhei até o Stephen’s Green Park. Esse parque é muito bonito e não muito grande. Como todos os parques europeus esse daqui é muito bem cuidado, no verão deve ser ótimo sentar na grama e curtir o sol.

Perto do parque está a National Gallery (também tem o museu histórico sobre a irlanda, mas que estava fechado para reformas), esse museu possuí uma ótima coleção (especialmente se levares em conta que isso é Irlanda…). Eles possuem um ótimo Vermeer, alguns impressionistas franceses, e bastante arte irlandesa. No museu havia uma exposição temporária sobre arte polonesa, com alguns bons quadros de artistas com nomes impronunciáveis!

Cansado do meu dia intenso de turismo, peguei o ônibus de volta para casa, precisava descansar. O Cartucho foi visitar uns amigos poloneses para discutir se ele poderia morar com ele (ele está de saco cheio dos tchecos sujos com quem ele divide apartamento). Os poloneses são bem engraçados, mas não dá pra entender nada do que eles falam, só Curva e Dobra, acho que Dobra é tipo um Fuck, ou o Foda que os paulistas falam sempre. O Cartucho sabe algumas expressões em polonês e é muito engraçado ver ele falando.

London / Dublin

Hoje é meu dia de viajar, e também de passar várias horas sentados. Metrô até a Victoria Station para pegar o ônibus para Luton. Uma hora e pouco de ônibus e chego no terminal. Apesar do meu medo de chegar atrasado no aeroporto, consegui chegar alguns minutos antes de abrir o check-in. Na hora do check-in achei que teria de pagar excesso de bagagem, pois minha mala estava com 17kg e a Ryanair só permite 15kg por passageiro. Aliás, para os que falaram mal da ryanair, gostei muito do vôo, não fui mega espremido, e chegamos 10 minutos antes do previsto! Ótimo! Antes de embarcar tive que passar pelo tedioso processo de Security Check, mas dessa vez foi divertido! Fiquei conversando com o funcionário, ele me perguntou sobre o brasil, sobre a língua se era parecido com espanhol, etc.

Cheguei em Dublin, e mais uma alfandega, mas dessa vez foi rápido! Só me perguntaram se eu estava de férias e carimbaram meu passaporte. Até agora foi a alfandega mais rápida de todas. No aeroporto peguei a nova linha de ônibus Dublin – Navan. Afinal o Cartucho vive no interior da irlanda, o que foi bastante divertido de conhecer. Mais uma hora de ônibus e cheguei a Navan, junto com uma chata chuva. Encontrei o Cartucho na loja que ele trabalha (sim, ele vende roupas agora (mas acho que a maioria de vocês não conhece ele)), esperei até ele fechar a loja para podermos ir para casa. A Tina, namorada do Cartucho, trabalha num Pub, fomos até lá dar um oi para ela e experimentei uma bebida local Bummers (ou algo assim), uma sidra – doce demais pro meu gosto, devia ter tomado uma Guinness.

Tower Bridge

Hoje foi o último dia da Lu em Londres, últimos momentos para terminar de empacotar um ano inteiro. Fazer as malas foi um desafio, precisavamos deixar elas com no máximo 32kg e resolvemos que seria melhor pagar excesso de bagagem mandando um mala a mais. Enquanto a Lu organizava tudo isso, eu fui dar uma pequena volta por Londres, afinal também era meu último dia de turismo em Londres.

Como meu horário era apertado, precisava voltar para levar a Lu até o aeroporto, ajudar ela a carregar todas as malas, etc. Peguei o metrô até London Bridge, que fica próximo da Tower Bridge, que eu queria ver. Me perdi um pouco na saída do metrô, dei algumas voltas sem saber para onde estava indo, até que achei meu rumo. No caminho da ponte, passei pela nova City Hall, projetada pelo Norman Foster, que fica num complexo de prédios novos, com lojas, restaurantes e prédios de escritórios. Da beira do Thames vi a ponte. Aproveitei que parou de chover, tirei fotos e caminhei até a ponte. Atravessei a ponte e caminhei até a Tower … . Queria ter visitado, mas precisva comprar ingresso e estava com o tempo contado, precisaria de algumas horas para visitar todo. Caminhei até a Bank Station para pegar o metrô de volta.

Acabei chegando em casa cedo, aproveitei para almoçar uma salada. Saimos logo em seguida, com três malas, uma mochila e bolsa, todos lotados até o limite. Ah, uma das malas, a que foi perdendo as rodas (não sei se contei essa história), saiu de casa com duas rodas. Um pouco antes de chegarmos no metrô perdemos mais uma roda, foi até comico. Na estação de metrô demos muita sorte de pegar o que ia por Charing Cross, então só tivemos que trocar de metrô uma vez, e só escadas a baixo! Muito bom! Depois de uma hora e pouco de metrô chegamos no Heathrow. Até que foi fácil.

No aeroporto ficamos numa fila enorme para fazer o Check-In da TAM, o aeroporto estava bem cheio. No dia anterior alguns vôos foram cancelados pois um avião da British Airlines caiu, perdendo os trens de pouso e toda a barriga do avião, mas pelo menos nínguem morreu no acidente. Acertamos o peso das três malas, uma de 28kg, uma de 30kg e outra de 32kg. Estamos ficando eficientes em fazer malas e acertar o peso. Depois do Check-In, dei tchau para a Lu e encerrei a primeira metade da minha viagem. Agora só falta Irlanda, Amsterdam e Alemanha.

Science Museum

A Lu tinha várias coisas para resolver antes de voltar para o Brasil, então aproveitei o dia para fazer mais um programa nerd, ir no museu de ciências. Mas antes de ir para lá, fui na National Gallery, afinal eu precisava ver um pouco mais de artes. O acervo da National Gallery é muito bom, consegui olhar quase todo o museu. Claro que teve partes que eu olhei rapidamente, até por quê não entendo muito de arte medieval e da historinha da biblia. Quer dizer, agora de tanto ver quadros até começo a entender alguns pedaços das histórias.

Na National Gallery eu cruzei com diversas turmas visitando o museu e fazendo trabalhos sobre história da arte. Ouvi o discurso de alguns guias, eles até que falam coisas coerentes e interessantes. Uma das coisas que me chamou a atenção foi a história sobre o concurso de beleza grego entre as três deusas, Paris, Afrodite e … . Como era proibido pintar mulheres peladas, e no concurso as três deusas ficam peladas para terem um julgamento imparcial. Alguns pintores usavam essa história para poder pintar mulheres peladas! Acho que o Rubens (not sure yet, tenho que olhar minhas anotações depois) pintou várias vezes essa cena.

Almoçei meu sanduiche na National Gallery e segui para o Science Museum. Chegando lá vi uma porção de pessoas na rua, achei estranho. Fui até a entrada e perguntei o que acontecia. O alarme de incêncio havia disparado e o prédio foi evacuado. Esperei um pouco e todo mundo voltou para dentro do museu. Foi um falso alarme, algo da reforma que estão fazendo no prédio disparou o alarme.

Para quem gosta de coisas nerds, o museu de ciências é imperdível. Logo na entrada há toda a evolução das máquinas a vapor, da primeira feita na inglaterra até a mais moderna, passando pelas diversas inovações do Watt. Como a revolução industrial começou aqui, no museu há diveras das primeiras máquinas, como teares, locomotivas, etc. Também há no museu uma parte sobre barcos, com uma quantidade enorme de modelos dos vários barcos ingleses das várias épocas do império. Na parte de matemática há uma pequena história com diversos instrumentos de contar, com incríveis máquinas que fazem análise de Fourier, outras até que resolvem equações diferenciais. Fiquei impressionado com essas máquinas, o museu está construindo o maior computador mecânico do mundo. Queria passar mais horas lá dentro, mas o museu fechou e tive que voltar para casa.

A Lu marcou uma pequena janta de despedida, convidou o Lucas, a Carine e a Ana Raquel para jantarem. A Maria preparou uma massa com tomates e muzzarela de bufala. Demos bastantes risadas e nos divertimos muito, afinal era a última noite da Lu em Londres!

Guard mounting, AKA troca da guarda

Dia de muito sol em Londres, resolvemos fazer o programa mais turístico de todos, assistir a troca da guarda. Pegamos o metrô e depois de uma pequena jornada chegamos ao palácio. O parque em volta do palácio é bastante bonito, apesar de estar completamente sem folhas. Não gostei muito da troca da guarda, acho que virou um grande teatro para turista ver. A banda até tocou o tema do 007, totalmente para turista. Não ficamos até o final, resovemos ir até a Abadia de Westminster, que fica próximo do palácio. Dentro da Abadia vi uma quantidade absurda de tumbas e tumulos, entre eles está o tumulo do Newton, acompanhado dos tumulos do Green, Faraday, Kelvin, Darwin, e outros cientistas famosos. Também há uma parte com poetas e escritores, mas não lembro dos nomes que eu vi.

Em frente a Abadia está o famoso Big Ben, junto com a House of Parliament. Na entrada há todo um esquema para previnir que carros cheguem perto dos politicos, eles vivem no medo de atentados. O prédio é bastante impressionante, com muitos detalhes na fachada. Pegamos um ônibus até o Pub da Lu, para almoçarmos um típico prato inglês: Fish & Chips. Eu que não gosto muito de peixe adorei! Os ex-colegas de trabalho da Lu são muito engraçados e divertidos, a manager falava muito rápido, muito difícil de entender.

Hoje foi um grande dia para a Lu, ela finalmente comprou o tão almejado Ipod! A Apple Store, que eu comentei brevemente antes, fica perto do Pub. Fomos até lá e eu novamente não queria sair lá de dentro. A Lu comprou o Ipod dela e eu fiquei esperando a Yole (nossa amiga de infância) chegar, ela sugeriu irmos num rio perto do Zoo e de Camden Town. Nas margens desse rio nem parece que estamos em Londres, há uma calma no meio do agito da cidade. Caminhamos pela margem até um shopping de Camden Town, onde havia muitas lojas diferentes, por exemplo: uma loja para clubbers, com milhões de coisas que brilham no escuro e que vieram do futuro ou que são Borgs (Star Trek para os que não entenderam).

De lá fomos atrás de um lugar para desbloquear o celular da Lu, pois só assim ela poderia levar o aparelho pro Brasil. Tomamos um café na Starbucks enquanto aguardavamos, depois a Yole seguiu para o teatro para trabalhar. Eu e a Lu fomos até uma livraria pegar um livro que ela comprou online. A livraria era gigante, com vários andares, a seção de informática era enorme e a de engenharia tão grande quanto. Encerramos o dia depois disso.