Picasso e Praia

Já que estou atrasado nos meus posts, esse vai ser um dois em um. Depois de duas tentativas de visitar o Museu Picasso finalmente conseguimos entrar nele. Chegamos relativamente cedo e a fila estava pequena, mas o museu estava lotado. Muito ruim visitar museus lotados. O que é engraçado é que este (tá e talvez o Museu Miró também) foi o primeiro museu de arte moderna / contemporânea que estava atrolhado de gente.

Para uma pessoa que não gosta muito de Picasso, até que eu curti bastante visistar o museu. É bastante interessante ver toda a obra de uma pessoa reunida e organizada dentro de um museu, dá para entender todas as fases que o artista teve, e como a história mudou o seu trabalho e vice-versa.

No final deste dia fomos visitar a catedral de barcelona, que depois das 17h abre de graça para o público. Encontramos com a Mária e com a Carol, namorada do amigo da Mária que por acaso também é prima de uma amiga da Lu. Sim, small world! A catedral de barcelona é muito bonita por dentro, mas foi bastante complicado tirar fotos dentro dela, pois eu não tinha um tripé e a igreja toda era muito escura. De lá fomos para a Champanheria, um lugar clássico em Barcelona, onde se toma champanhe a 4.95 euros a garrafa mais cara, mas sempre que se pede uma Cava (eles chamam assim aqui) tens que pedir algo para comer. Mas como eu não sou fino e não gosto de champanhe, só bebi meia taça para provar e até que era boa para o preço! A Lu estava se sentido meio griapada e voltamos para o hostel, ela realmente estava gripada com mais de 38°C de febre.

Como eu disse inicialmente, este é um post dois em um, então vamos para o dia seguinte. Como a lu estava bem gripada, dormimos até mais tarde e deixei ela no hostel para fazer turismo. Queria ver a praia, as torres gêmeas e o peixe o Frank Gehry.

Fiz um trajeto a pé pro lado que ainda não tinha andado do hostel. Foi uma caminhada curta, e o dia estava tentando ficar bonito. Cheguei primeiro na praia, que pasmem, tinha várias pessoas! Obviamente ninguém estava dentro do mar, mas jogando bola,  volei, frisbee, etc. Desta praia dá para avistar o peixe do Frank Gehry, que não é nada demais, apenas uma grande escultura de cobre. Ao fundo do peixe estão as torres gêmeas, não sei por que chama elas de gêmeas pois tirando a altura, elas são bem diferentes tem termos de fachadas. Comi o meu almoço mais barato, só comprei uma coca-cola e usei meus dois vales do McDonnald’s, um Big-Mac e um Cheeseburger.

Arte contemporânea

Barcelona possui diversos museus, entre eles há dois museus de arte contemporânea que ainda não haviamos visitados, ambos ficam na mesma quadra. Resolvemos começar pelo MACBA (aquele que eu já falei em outro post, e tem fotos na gallery dele). O projeto do museu é tão legal por dentro quanto é por fora. Além da coleção permamente do museu havia duas mostras temporárias, uma sobre a arte no periódo pós guerra comparando EUA e Europa (Be-Bomb: The Transatlantic War of Images and all that Jazz. 1946-1956) e outra da artista Joan Jonas. A primeira mostra era muito boa com vários trabalhos do Pollock, Rothko, de Kooning, Léger, Picasso, Matisse, Miró, etc. A exposição da Joan Jonas eu não gostei muito, talvez ver uma performance dela seria mais interessante do que os vídeos e objetos usados para fazer a performance. Na coleção permanente do museu há alguns ótimos trabalhos, mas o espaço reservado para a coleção é muito pequeno, esperava ver mais obras a coleção permanente. Na frente do MACBA tem um restaurante muito bom e muito barato, fomos até lá para almoçar antes de irmos para o próximo museu do dia.

No CCCB tinha duas exposições, uma sobre o Apartheid e outra sobre a ditadura do Franco aqui na espanha. A exposição do Apartheid era muito completa, contando toda a história do Apartheid na Africa do Sul, e mostrando todos os fatores da nossa sociedade que levaram a esse acontecimento. Também trazia vários trabalhos de artistas sul africanos, como William Kentridge e Jane Alexander. Comprei o livro sobre essa exposição, só li a introdução por enquanto. A outra mostra não era tão interessante, pelo menos pra quem não sabe muito sobre a história espanhola, se eu soubesse mais, teria aproveitado bem mais.

Indiada por Barcelona (nem foi)

A previsão do tempo indicava que este seria o último dia de sol, então planejei meu passeio pelo Montjùic. Neste morro fica o parque olímpico (lembram? teve olimpiadas aqui em 1992…), além do parque há um forte no topo do morro, um jardim de cactus (que eu não visitei, mas dizem que é bem bonito), a fundação Miró, o museu nacional da catalunia, o pavilhão do Mies van der Rohe, etc.

Como a Lu não queria fazer essa volta pelo morro, combinei de encontrá-la na frente da fundação Miró. Começei a indiada na praça espanha, passei na frente do pavilhão do Mies e subi em direção ao parque olímpico. No parque olímpico eu queria ver o estádio e a torre de comunicações feita pelo Calatrava. Usei a torre para me guiar e cheguei rapidamente no parque. A torre é bem legal, parece um tanto incrivel como ela consegue se equilibrar em meros três apoios, ele realmente entende de cálculo estrutural. O estádio olímpico não foi muito interessante de conhecer, mas pelo menos estava aberto e consegui ver as arquibancadas.

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De lá eu segui rumo ao topo do morro, tirei uma foto do mapa do parque na entrada e usei todas as vezes que foi necessário para me guiar. A subida até o topo foi suave, nem percebi que estava subindo tanto. Chegando lá em cima resolvi atalhar pelo meio da mata, pois parecia que ali tinha uma trilha, e assim eu cortaria uns bons metros de caminhada. Subi pelo atalho e me dei de cara com um muro, que era baixo para minha sorte, então pulei ele e avistei o forte que tem lá em cima. A vista que se tem da cidade lá de cima é unica, vale a caminhada (para os menos aventureiros há um teleférico que leva até o topo), mas tinha uma leve neblina cobrindo a cidade o que atrapalhou um pouco. Na descida do morro que eu me dei conta de quanto eu tinha subido, peguei o caminho mais direto à fundação Miró e também o mais ingrime, assim, muito ingrime.

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Cheguei atrasado no Miró, mas a Lu se atrasou mais e conseguiu me encontrar ainda na fila. O prédio da fundação miró é MUITO legal, a coleção do museu também é boa, vale muito ir até lá. Junto com a coleção permanente havia uma exposição sobre o corpo na arte contemporânea, com trabalhos de vários artistas importantes. À noite combinamos de ir jantar com o Paulo e o Gustavo, nossos amigos com quem passamos a virada do ano. Fomos na Pizza del Born novamente, conversamos muito e demos muitas gargalhadas.

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Primeiro dia do ano

Bom, primeiro dia do ano, absolutamente tudo fechado. Passei várias horas online escrevendo posts atrasados, depois fui conhecer o Parc de la Ciutadella, que fica quase do lado do hostel. Muito legal o parque, com fontes, um lago com barcos a remo (muito mais divertido do que pedalinhos), várias árvores e bancos, e no final do parque está o zoológico de Barcelona, mas não fui visitá-lo, acho que vai ficar para uma próxima vez.

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O maior problema de passar o dia primeiro fora de casa é que tudo está fechado, inclusive a maioria dos restaurantes, os poucos que abrem colocam um preço abusivo: se o PF custava 8 euros, então nesse dia custa 24 euros. Isso fez com que eu batesse pernas até encontrar algo pra comer, que infelizmente foi um McDonnald’s… mas o ponto positivo foi que eu ganhei um cheeseburger numa promoção que eles têm no momento. Nada mais fiz nesse dia.

Arquitetura em Barcelona

Como era uma segunda-feira, véspera de ano novo, todos os museus estavam fechado. Então eu montei um roteiro arquitetônico por Barcelona. A idéia era ir até a Torre AGBAR, do Jean Nouvel, depois até o Fòrum, do Herzog & de Meuron, e ver o peixe que o Frank Gehry fez junto com as torres gêmeas – que não são tão gêmeas assim.

Combinamos com a Maria de encontrá-la na estação do metrô mais próxima da torre AGBAR (Água de Barcelona, equivalente ao DMAE de porto alegre). Dado os outros projetos do Jean Nouvel que eu já vi, esperava me impressionar mais, mas o prédio é simples e direto, uma torre cilindrica que afina na ponta. O mais interessante do prédio é a fachada colorida, com vidros em diferentes inclinações (que ajudam a dar uma idéia de mais tons de cor na fachada). Dentro do prédio há um pequeno museu sobre o consumo de água.

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Na saída pegamos o TRAM (metrô de superfície) para irmos no Fòrum (ambos os prédios estão situados na Av. Diagonal). O Fòrum impressiona pelas grandes áreas em balanço, e tem algumas sacadas interessantes como alguns buracos que atravessam o grande triângulo do prédio. Dentro do prédio há um espaço para feiras ou mostras e também um auditório. O mais legal da nossa ida ao Fòrum, foi conhecer a praia que foi reurbanizada. Na praia há decks de madeira e um quebra mar, criando uma piscina no próprio mar, muito legal! No parque também tem um grande array de células fotovoltáicas, mas não consegui descobrir quanto de energia eles conseguem gerar ali.

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Para encerrar bem o dia, e também o ano, compramos peito de peru, queijos, pão, chocolates Lindt, etc. Fizemos uma pequena ceia no hostel. Para esperar o ano novo chegar combinamos de encontrar uns amigos nossos na frente da torre de AGBAR (sim, voltamos pra lá!), pois haviamos lido que teria show de luzes e música ao vivo em frente a torre. O show de luzes até que aconteceu, o prédio mudou de cores várias vezes e depois escreveu na fachada dele “Feliç 2008”, já a música… Mas tirando isso foi divertido a entrada do novo ano.

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