Museus ?

Combinamos com a Maria de nos encontramos na frente do Arc de Triumf, que fica a uma quadra do nosso hostel. A idéia inicial era ir até o museu Picasso, que fica no Born (ou ao lado dele). Quando chegamos na frente do museu não conseguimos ver o final da fila para entrar nele, não pensamos duas vezes e desistimos da idéia de entrar nele (pelo menos neste dia). Como o dia estava bonito, e a amiga da Lu que iamos encontrar desmarcou o encontro, resolvemos atravessar a cidade e ir no Parc Güell, que foi projetado pelo Gaudí.

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O parque fica num morro e tem diversos caminhos por ele. Diversas estruturas de pedra formam alguns caminhos, as diversas colunas projetadas pelo Gaudí são bastante interessantes e a quantidade de formas diferentes que ele dá a elas é igualmente interessante. O parque estava lotado de turistas, o que dificultou tirar fotos, afinal todos queriam posar para suas próprias fotos. No parque há um pequeno museu sobre o Gaudí, no estilo “aqui Gaudí comia, aqui era o banheiro do Gaudí, etc”, mas como tinhamos pago um euro a mais na Sagrada Família, entramos sem fila nesse “Museu”. Olhamos rapidamente, até por que não tinha nada muito interessante pra ver.

Saindo do parque, resolvemos tomar o primeiro ônibus que passou e acabamos indo parar na faculdade de barcelona, ali resolvemos trocar do ônibus para o metrô (acertei agora kassick? :-P). Passear de ônibus é melhor do que brincar de minhoca nos subterrâneos da cidade, mas é bem mais demorado para se deslocar de um lugar a outro. Como eu queria muito ver o pavilhão do Mies van der Rohe, e a Lu queria ir na CaixaForum e eles estão um em frente ao outro, fomos para lá.

O pavilhão do Mies é uma aula sobre o mínimo, e como com ele se pode fazer mais. Para entrar no pavilhão tem que pagar 2 euros, então acabei entrando sozinho. Tirei diversas fotos, e realmente me impressionei com a leveza do prédio. Enquanto eu fotografava, as gurias estavam excluidas do lado de fora vendo eu dentro do pavilhão.

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Saindo do pavilhão fomos ao centro cultural CaixaForum, lá havia duas exposiçãos bem legais: uma sobre o Charlie Chaplin e outra de fotos da fotografa alemã Candida Höfer. A exposição do Chaplin era ótima, mostrando todo o humor e inocência das palhaçadas dele. Fiquei com muita vontade de comprar uma caixa de dvds com todos os filmes dele. Ah, acho que não comentei ainda, mas tudo aqui em barcelona é escrito em catalão, e normalmente têm uma tradução para o espanhol ao lado. Então me diverti tentando decifrar o que estava escrito em catalão em todos os textos da exposição.

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Como era cedo, e queriamos fazer algo antes de entregarmos os pontos do dia, resolvemos ir no cinema. O problema de querer ir no cinema aqui é encontrar um lugar onde os filmes não sejam dublados! Eles simplesmente dublam tudo! Mas achamos uma rede espanhola (Yelmo) que só exibe filmes na língua original. Queriamos ver American Gangster, mas a sessão estava lotada, então assistimos Morte no Funeral, que é uma comédia inglesa muito divertida. Recomendo a todos!

BCN Day 2

Como já estavamos relativamente familiarizados com a cidade, resolvemos visitar a fundação Antoni Tàpies e entrar na La Pedrera – pelo menos esse era o roteiro inicial do dia. Na fundação Tàpies tinha uma exposição de fotos de um artista iraniano, Bahman Jalali. Muito boas as fotos dele, extremamente fortes e chocantes. Ele tem uma série de fotos sobre a guerra entre irã e iraque na década de 80. Na fundação também há uma coleção permanente de obras do Tàpies, com vários trabalhos muito bons expostos. O prédio da fundação também é interessante, uma antiga editora reformada para abrigar a fundação.

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Saímos de lá em direção a La Pedrera, para visitar outra obra do Gaudí, tentei entrar no clima surrealista dele antes de entrar no prédio, acho que funcionou, gostei um pouco mais deste prédio do que da Sagrada Família. Pagando a entrada pode-se visitar o sotão, que abriga um mini-museu sobre o Gaudí; o terraço, que possui várias chaminés revestidas de azulejos quebrados; e um apartamento mobiliado como na época em que foi feito o prédio. O terraço e o sotão são as partes mais interessantes, o primeiro pela vista e pelas chaminés, o segundo por mostrar a estrutura de arcos utilizada para sustentar o terraço. No primeiro andar do prédio há uma sala de exposições, que abriga mostras gratuítas. Estava exposto uma mostra sobre arte em veneza no século 17, ou algo assim.

Encontramos a Maria quando saímos do prédio e fomos atrás de algo para almoçar. Acabamos no mercado La Bocaneira, que fica perto do bairro gótico. Pegamos duas porções de vegetais e saladas num restaurante de comida orgânica e comemos sentados na porta de uma loja, curtindo o sol. As meninas tinham marcado para cortar os cabelos, então fui passear pelo bairro gótico sozinho. Quase me perdi no meio de tantas ruas minúsculas e tortuosas, caminhei por uma hora e meia, deu pra conhecer bastantes partes do bairro gótico.

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Como ainda era cedo e queriamos fazer mais alguma coisa no dia, resolvemos ir até o Aquário de Barcelona, que se diz o maior da europa. Foi divertido ver vários peixeis diferentes, uns até bem estranhos. Mas não achei o aquário tão genial, talvez por minha lembrança do aquário de Boston, mas também não lembro se ele era maior que esse aquário. Quando saímos do aquário já era noite, e estavamos com fome. A Maria tinha a indicação de uma pizza boa e barata, feita por argentinos. Fomos atrás da Pizza del Born, que realmente tem uma pizza boa e barata. Ah, eles também vendem alfajores Havana.

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Barcelona

Primeiro dia em Barcelona estavamos sem idéia do que fazer, então nada melhor do que dar uma mega volta a pé pela cidade. A Lu queria ver as obras do Gaudí, segundo ela era preciso fazer isso para “cair a ficha de que estou em barcelona”. Saimos do hostel em direção ao Palau Güell, mas antes caminhamos até a beira mar e de lá seguimos por Las Ramblas. Para a nossa decepção o Palau Güell estava fechado para reformas. Mas como estavamos perto do MACBA e do CCCB, caminhamos até lá, mas não entramos nos museus – hoje era dia de reconhecimento de território. A fachada do MACBA é bem legal, acho que consegui fazer fotos boas (ele foi projetado pelo arquiteto Richard Meier).

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Como era cedo, e ainda não tinhamos visto Gaudí, fomos atrás da próxima casa dele que tinhamos marcado no mapa, Casa Batlló. No caminho passamo na frente da fundação Antoni Tàpies e vimos o que tinha de programação por lá. Logo chegamos na frente da Batlló, mas tinha uma fila gigantesca para entrar e um preço abusivo (algo em torno de 12 euros). Decidimos que não valia a pena pagar tudo isso para entrar ali. Saímos de lá e passamos em frente a La Pedrera, outro prédio do Gaudí, mas achamos melhor deixar para visitá-lo outro dia.

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A essa altura do dia, estavamos mortos de fome, fomos atrás de algo para comer. Comer quando não se tem muita grana é sempre complicado, caminhamos bastante até encontrar um PF barato. Os PFs váriam entre uns 7.50 euros e 14 euros, conseguimos encontrar um de 8.50. Depois do almoço, ainda não satisfeitos por não ter visto nada do Gaudí resolvemos ir na Sagrada Familia. Chegando lá, mais uma fila gigantesca, mas dessa vez estavamos determinados em entrar. Uma meia hora de fila, ingressos comprados (com um preço abusivo, se tratando de uma igreja). Grande decepção quando entramos, a igreja está totalmente em construção e os acessos ao terraço estavam fechados. Tirei algumas fotos lá dentro e tentei curtir a arquitetura do Gaudí, mas ainda não consigo gostar dos prédios dele, embora eu entenda a importância dele para a arquitetura contemporânea.

Museus de Madri, Madri-Barcelona

Como eu ando meio preguiçoso para escrever, vou escrever um post só contando os últimos dois dias em Madri e a vôo de Madri para Barcelona. No penúltimo dia de Madri, isto é dia 26/12, os museus abriram novamente. Combinamos de encontrar a Maria na frente do Museu do Prado às 10h30, mas ela não apareceu. A fila para entrar no museu estava gigantesca, acho que foi por causa do museu estar fechado durante dois dias. Levamos cerca de 45 minutos para comprar os ingressos e entrarmos. Aliás, esse foi o museu mais nazista para entrar, escanearam minha mochila umas duas vezes (uma na entrada, outra pra guardá-la no guarda-roupa) e também não deixam tirar nenhuma foto dentro do museu.

A coleção de Velázquez e Goya do museu é impressionante. Mas me impressionei muito mais vendo Velázquez do que o Goya, mas ambos são pintores geniais. O museu tem um acervo enorme, seria um mini-louvre espanhol, mas acho que consegui ver todas as obras que me interessavam. Ficamos umas duas horas e meia dentro do museu, talvez mais, saimos quando bateu a fome. Como iamos para o Museu Reina Sofia a tarde, fomos caminhando em direção dele, tentando achar um restaurante barato para comer. Nesse caminho vimos a obra de um novo museu, feito pelo Herzog & de Meuron, uma firma de arquitetura suiça (fez a Allianz Arena de Munique), muito interessante o projeto, tirei várias fotos.

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Chegamos no museu Reina Sofia no inicio da tarde, nesse museu encontra-se uma vasta coleção de arte moderna e contemporânea, com vários artistas espanhois. O museu foi reformado e ampliado pelo arquiteto francês Jean Nouvel, que fez a torre AGBAR aqui em barcelona (talvez esse vocês já tenham visto, http://en.wikipedia.org/wiki/Torre_Agbar ). O museu tem uma coleção grande de Picasso, Miró, Dalí, etc. O quadro mais famoso que eles possuem é Guernica do Picasso.

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Bom, chega de museus por hoje, vamos para o próximo dia, hora de mudar de cidade novamente. Acordamos cedo, empacotamos tudo, fizemos checkout e bom, o quê fazer? ir num museu é claro! Então partimos para o último museu de Madri, o Thyssen-Bornemisza. A coleção desse museu não é tão legal quando as do dia anterior, mas sempre vale a pena entra num museu. O maior problema que encontramos com ele foi a reforma do prédio, principalmente a cor da parede (um salmão, not good at all), por fora a reforma foi bem mais feliz. Acho que tem umas fotos dele por fora, vou postar.

Almoçamos um PF (que não tem nada com PF’s brasileiros), um PF aqui é uma entrada, uma carne, pão e bebida, sobremesa ou café. Pegamos nossas coisas no hostel e off we go. Dessa vez nosso terminal era o novo, feito pelo Richard Rogers. Tirei várias fotos, o aeroporto é realmente legal! O vôo foi curto, uns 50 minutos, e a cia aérea era muito boa, recomendo a todos procurando cheap flights na espanha a usarem a Vueling. Chegar no hostel foi bastante simples, só utilizamos um ônibus e um metro, okey, poderia ter sido só um metro, mas foi rápido. Transporte urbano é algo que realmente funciona aqui na europa, vou sentir falta disso quando voltar ao brasil.

Madri medieval

Como haviamos dormido no hotel da Maria, pois não havia transporte público, acordamos e voltamos para o nosso hostel na Puerte del Sol. Combinamos de nos encontrar na frente da Chocolateria de San Ginés para passearmos por madri medieval. A chocolateria fica a três quadras do nosso hostel e em frente a ela está a Igreja de San Ginés (incrível a coincidência dos nomes né?). A igreja é um dos prédios mais antigos da cidade, algo tipo século IX.

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De lá seguimos para Plaza de la Villa, onde se encontra a Casa y Torre de los Lujanes um dos primeiros prédios com influências mouras da cidade. Hoje me dia funciona a Real Academia de Ciencias Morales y Políticas. Fomos então para a Basílica de San Miguel e depois rumamos para as três praças onde se originou Madri. No caminho passamos pela igreja de San Pedro. Entre as três praças (Plaza Carros, Plaza de la Paja e Plaza Cebada) há a igreja de San Andres. Da Plaza Carros avistamos a Basílica de San Francisco – El Grande, mas não chegamos a entrar nesta igreja, pois queriamos ver a madri moura ainda. Rumamos em direção a Catedral de la Almudena.

Pra variar, cheguei na igreja na hora da missa (até parece que eu sou cristão…), mas dessa vez era numa catedral, no dia do nascimento de cristo, então tinha uma multidão dentro da igreja. O mais legal dessa igreja é que ela é extremamente clara dentro dela, então me empolguei tirando fotos (que vou postar em breve, a internet roubada do vizinho não permite eu fazer uploads gigantescos). A catedral fica em frente ao Palácio Real, mas o museu que funciona nele estava fechado então só vimos ele por fora.

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A essa altura estavamos com fome, e fomos atrás de um restaurante. No primeiro em que entramos fomos atendidos por uma argentina grossa e arrogante, que exigia que gastassemos 25 euros por pessoa!! Ela ainda reclamou dizendo que só tinhamos entrado no restaurante para usar o banheiro! Só podia ser uma argentina mesmo, então fomos atrás de outro restaurante. Acabamos comendo uma pizza crocante às 15h30 da tarde. Como estamos cansados, encerramos o dia de turismo depois do almoço.