Paris – Madri

Última manhã em Paris, o que fazer? Arrumar as malas, fazer o checkout do hotel, e … ? Bom saimos caminhando a esmo, sem rumo, acabamos chegando no Jardim de Luxemburgo. Como o sol estava forte sentamos para curti-lo, ficamos um pouco por ali. Depois continuamos nosso caminho sem rumo, e acabamos chegando no Sena em frente a Notre Dame. A essa altura já estavamos cansados e com fome, então seguimos em direção ao hotel. Comemos massa num restaurante na Place d’Italie, pegamos nossas coisas e fomos pro metro.

Subir e descer malas e mochilas pelas estações de metro não é muito divertido, mas necessário. Como tinhamos Carte Orange pegamos o metro até a parada do RER, onde iriamos comprar o passe até o aeroporto, mas para nossa sorte em função do natal o RER até o aeroporto era de graça! Economizamos no mínimo uns 16 euros! Alías, estavamos com sorte esse dia, quando chegamos na plataforma para pegar o RER ele estava saindo e tivemos que aguardar o próximo, que era expresso até o aeroporto! Depois que saimos da zona 1, levamos menos de 20 minutos até o terminal do aeroporto.

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O avião saiu na hora, e tivemos um prolongado pôr do sol na janela do avião. Chegamos no terminal antigo do aeroporto de madri, então não tirei fotos do terminal feito pelo Richard Rogers (mas vou embarcar para Barcelona neste terminal). O metro de madri está virado em lixo (fotos em breve), os trabalhadores que fazem a limpeza estão de greve. Mas tirando esse detalhe chegamos sem nenhum problema ao nosso hostel, que fica a meia quadra da Plaza Mayor, no centro histórico de Madri. E para completar o dia fomos num bar (que é algo que não falta por aqui) comer tapas e beber uma cerveja.

Cité des Sciences & de l’industrie

Dia do programa nerd por Paris, mas até a Lu curtiu, então não foi algo assim tão nerd assim. Pra variar o tempo estava bom, nem parece inverno. Pegamos o metro na porta do hotel e descemos na porta do museu, muito prático! Antes de entramos no museu, passeamos pelo parque que tem no entorno do museu. No mesmo parque há também o Museu da música, mas preferimos ficar só com o museu de ciências. O parque é muito bonito, mesmo não tendo nenhuma folha nas árvores. Se fosse verão, eu gostaria de ser criança novamente para brincar nos diversos brinquedos diferentes que tem por ali.

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Depois de uma volta pelo parque, entramos no museu. Antes de entrar achava que seria algo tipo o museu da PUC, mas estava redondamente enganado. Definitivamente o melhor museu de ciências que eu já entrei. O prédio é enorme, com um pé direito (altura do andar) enorme também e incrível que era silencioso, no brasil seria uma muvuca no prédio inteiro! O museu é dividido em várias áreas: matemática, biologia, espaço, óptica, energia, indústria automobilistica, etc. Na parte da matemática eu fiquei realmente impressionado, explicações simples de fenômenos complexos como caos, fractais, teoria de controle, etc. A parte de óptica tem vários experimentos divertidos para se fazer, descreve-los seria tedioso pois são vários. Passamos grande parte do dia dentro do museu, acho que ficamos umas 5h ou 6h por lá.

Do museu fomos dar uma volta por Paris, e acabamos no mesmo café do outro dia para comer mais um mil folhas delicioso. Sentirei saudades dessa cidade, desse metro que tem a cada esquina, das francesas sempre arrumadas e pintadas… Amanhã partimos para Madri.

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Monet

O que fazer em Paris senão ver Monet? Então dedicamos o dia a ele. Começamos visitando o Museu Marmottan-Monet, que possui uma coleção e tanto das obras dele, mas também possui só isso. Sempre me impressiono vendo Monet. Sem fotos desse museu, eles não deixavam tirar fotos, pena por quê tinha vários trabalhos que eu gostaria de guardar uma foto. Como o museu era pequeno a visita foi curta e logos partimos para o Palais de Tokyo.

No Palais de Tokyo há dois museus, um de arte contemporânea e outro de arte moderna e contemporânea com um acervo permanente. A exposição de arte contemporânea que tinha era fraca, só gostamos de uns 3 trabalhos. Mas o espaço expositivo é bastante interessante, ver uma exposição boa aí deve ser bem legal.

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O acervo do museu em frente (o de arte moderna e contemporâne) é GENIAL. No mínimo uma aula de como organizar um acervo histórico. Há um passeio pré-definido pelo acervo, com várias informações sobre os periodos dos trabalhos expostos sempre fazendo uma paralelo com outros movimentos de arte da época. Talvez de uma forma resumida possa se dizer que é uma mini aula de história da arte do último século (1900-2000).

Como se isso não bastasse de artes pelo dia e como todas as minhas tentativas de ir na l’Orangerie tinham falhado, rumei para lá. A Lu não foi pois já tinha visitado esse museu, combinei e encontra-la mais tarde no Pompidou – para abusarmos mais um pouco da internet deles. Então tive minha segunda dose massiva de Monet do dia. Se eu já tinha me emocionado na manhã dentro do Marmottan, à tarde foi muito mais intenso. As Ninféias do Monet são simplesmente o máximo. Tirei várias fotos. Muitas fotos. O Museu também acabou de passar por uma reforma, e como bom filho de arquiteto, tirei várias fotos do museu – um pequena seleção abaixo.

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Quando eu cansei de ver Monet (jura que isso é possível) fui encontrar a Lu no Pompidou. Devia pegar a linha 1 do metro até Hôtel de Ville, e caminhar até lá. Mas o metro não estava afim de me levar para lá, e fui obrigado a descer do trem junto com as 600 pessoas que estavam dentro dele. Refiz a minha rota por outra linha, afinal era só tomar dois metros e descer na Châtelet: barbada! Chegar em Châtelet foi simples, agora aonde fica a saída desse shopping (Les Halles) que tem em cima do metro? Resumo, quando eu vi estava quase no Palais Royal (que fica do lado oposto ao Pompidou), mas olhando no mapa logo me achei e tomei o rumo correto.

Encontrei a Lu e fomos pegar o metro no Hôtel de Ville, pra nossa surpresa tinha uma pista de patinação no gelo montada com muitas pessoas patinando. Foi o momento descontraido do dia, tirei muitas fotos de todo mundo que estava patinando – alguns literalmente. Selecionei algumas boas para colocar online.

Rodin e Pompidou

Minha idéia era novamente tentar ir na l’Orangerie, que novamente recusou minha entrada! Só abre a tarde para individuos, devia ter dito que eu era um grupo, eu e meus 16 amigos imaginários, mas acho que não ia dar certo de qualquer jeito. Então rumei pela manhã ensolarada de Paris em direção ao Museu Rodin. Caminhar por Paris é muito divertido, só tem que ter um cuidado redobrado com as minas terrestres deixadas pelos cachorros.
No museu havia uma exposição temporária de fotos que o Rodin encomendava das suas obras prontas ou ainda em processo, várias fotos tinham desenhos por cima com indicações do que ele ainda prentendia fazer. No museu, uma casa (hotel, ou sei lá, não entendi ao certo, mas parece que era um hotel no tempo do epa) muito velha, tem muitas esculturas do Rodin, algumas dos seus alunos e também algumas pinturas que ele ganhou de presentes, tipo um van Gogh, um Monet, chato ganhar isso de presente dos próprios autores né? Algumas esculturas são realmente impressionantes, outras foram interessantes de ver ao vivo pela primeira vez.
O jardim do museu é talvez a parte mais interessante do museu, nele se encontram todas as grandes obras do Rodin. Por exemplo O pensador (uma das cópias), As portas do inferno (trabalho que ele nunca acabou, e que foi fundido após a sua morte), aquele trabalho com três homens que são a mesma figura repetida, etc. O jardim também estava totalmente congelado da noite anterior, nem o fraco sol conseguia derreter o gelo formado na noite.

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Encontrei a minha irmã para o almoço. Almoçamos no Flunch, um restaurante barato que tem porções ogras! Quer dizer, tu pede uma carne, e pode colocar o quanto quiser de acompanhamentos no prato. Comi um frango, com uma entrada de salmão defumado e uma sobremesa de chocolate com avelãs. Queria fazer uma ciesta depois de tudo isso de comida, mas já estava na hora de irmos visitar o Pompidou.

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Esse prédio, como eu tinha dito antes, é genial. Outra atração pra lista MUST_SEE_WHILE_IN_PARIS. Se você veio a Paris e não visitou o Pompidou, trate voltar agora e visitar!! O museu de arte moderna e contemporânea que tem dentro do Pompidou é bem legal, a parte de arte moderna é bem melhor que a de contemporânea. Vi vários Matisses, toda a série de Mr. & Mrs. Woodman do Man Ray (veja foto abaixo), alguns trabalhos do Beuys. Tinha também uma exposição temporária do arquiteto do prédio Richard Rogers. Se eu já estava fascidado com a arquitetura do prédio depois de ver todas os projetos dele passei a gostar ainda mais. Descobri que o aeroporto que vamos pousar no domingo é dele, preciso tirar fotos!

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Sacre Coeur

Eu e a minha irmã acordamos um pouco mais tarde hoje e para aproveitar mais um dia de sol, resolvemos visitar a igreja Sacre Coeur. Mas antes a descoberta do dia. Depois do meu quarto banho em Paris descobri por quê os franceses não tomam banho: eles não descobriram o chuveiro! Tomar banho numa banheira só com um chuveirinho de mão e sem uma cortina entre a banheira e o resto do banheiro é um inferno! Aposto que se eles tivessem chuveiro em casa tomariam mais banhos. Voltando ao passeio do dia, pegamos o metro, RER e metro novamente para chegar na base da montanha onde se situa a igreja.

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Na rua que leva a escadaria da igreja tinha várias lojas de armarinho, minha mãe ia adorar visitar todas e comprar milhões de coisas para costurar. Entramos numa para bisbilhotar. Como minha irmã já havia visitado a igreja da outra vez que veio a Paris acabei subindo sozinho. A igreja é alta, muito alta. Tirei algumas fotos boas, devo coloca-las na gallery em breve. Algum católico me explica por que raios não se pode tirar fotos dentro de igreja? Como eu vou queimar no inferno por não ter sido batisado tirei várias fotos. Ah, e novamente cheguei na hora da missa, ou algo parecido, tinha um coro de freiras cantando e yadda-yadda.
Encontrei minha irmã novamente na porta de igreja e caminhamos por Montmartre. Há uma infinidade de lojas de quinquilharias, restaurantes, cafés, etc no entorno da igreja. Descemos o morro por várias ruas tortuosas, até chegarmos numa avenida principal. Nessa avenida havia uma infidade de sex-shop’s, peep-show’s, cinema triple-X, etc, tem até o famoso Moulin Rouge, que é completamente sem graça por fora e não paguei para ver o que tem lá dentro.

Almoçamos no restaurante Chartier, comi um tagliattele com uma carne ensopada, tava bom! Ainda pedimos sobremesa e café, finalmente uma refeição completa. Depois fomos até a fundação Cartier. O prédio da fundação Cartier é genial! Há uma fachada de vidro acompanhando a altura dos prédios vizinhos com um pátio atrás, e o prédio principal está situado no centro do terreno com toda a estrutura de ferro e vidro.

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Após seguimos até a fundação Cartier Bresson, onde tinha uma exposição da Helen Levitt, uma fotografa americana da mesma geração que o Bresson. Ela fotografa muito a vida cotidiana dos bairros de NYC. Vimos um curta que ela dirigiu e várias fotos em PB e coloridas. Muito boas as fotos dela, mas os catalogos que tinham a venda tinham um preço proibitivo para nós, latrinos americanos.