Arte contemporânea

Barcelona possui diversos museus, entre eles há dois museus de arte contemporânea que ainda não haviamos visitados, ambos ficam na mesma quadra. Resolvemos começar pelo MACBA (aquele que eu já falei em outro post, e tem fotos na gallery dele). O projeto do museu é tão legal por dentro quanto é por fora. Além da coleção permamente do museu havia duas mostras temporárias, uma sobre a arte no periódo pós guerra comparando EUA e Europa (Be-Bomb: The Transatlantic War of Images and all that Jazz. 1946-1956) e outra da artista Joan Jonas. A primeira mostra era muito boa com vários trabalhos do Pollock, Rothko, de Kooning, Léger, Picasso, Matisse, Miró, etc. A exposição da Joan Jonas eu não gostei muito, talvez ver uma performance dela seria mais interessante do que os vídeos e objetos usados para fazer a performance. Na coleção permanente do museu há alguns ótimos trabalhos, mas o espaço reservado para a coleção é muito pequeno, esperava ver mais obras a coleção permanente. Na frente do MACBA tem um restaurante muito bom e muito barato, fomos até lá para almoçar antes de irmos para o próximo museu do dia.

No CCCB tinha duas exposições, uma sobre o Apartheid e outra sobre a ditadura do Franco aqui na espanha. A exposição do Apartheid era muito completa, contando toda a história do Apartheid na Africa do Sul, e mostrando todos os fatores da nossa sociedade que levaram a esse acontecimento. Também trazia vários trabalhos de artistas sul africanos, como William Kentridge e Jane Alexander. Comprei o livro sobre essa exposição, só li a introdução por enquanto. A outra mostra não era tão interessante, pelo menos pra quem não sabe muito sobre a história espanhola, se eu soubesse mais, teria aproveitado bem mais.

Indiada por Barcelona (nem foi)

A previsão do tempo indicava que este seria o último dia de sol, então planejei meu passeio pelo Montjùic. Neste morro fica o parque olímpico (lembram? teve olimpiadas aqui em 1992…), além do parque há um forte no topo do morro, um jardim de cactus (que eu não visitei, mas dizem que é bem bonito), a fundação Miró, o museu nacional da catalunia, o pavilhão do Mies van der Rohe, etc.

Como a Lu não queria fazer essa volta pelo morro, combinei de encontrá-la na frente da fundação Miró. Começei a indiada na praça espanha, passei na frente do pavilhão do Mies e subi em direção ao parque olímpico. No parque olímpico eu queria ver o estádio e a torre de comunicações feita pelo Calatrava. Usei a torre para me guiar e cheguei rapidamente no parque. A torre é bem legal, parece um tanto incrivel como ela consegue se equilibrar em meros três apoios, ele realmente entende de cálculo estrutural. O estádio olímpico não foi muito interessante de conhecer, mas pelo menos estava aberto e consegui ver as arquibancadas.

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De lá eu segui rumo ao topo do morro, tirei uma foto do mapa do parque na entrada e usei todas as vezes que foi necessário para me guiar. A subida até o topo foi suave, nem percebi que estava subindo tanto. Chegando lá em cima resolvi atalhar pelo meio da mata, pois parecia que ali tinha uma trilha, e assim eu cortaria uns bons metros de caminhada. Subi pelo atalho e me dei de cara com um muro, que era baixo para minha sorte, então pulei ele e avistei o forte que tem lá em cima. A vista que se tem da cidade lá de cima é unica, vale a caminhada (para os menos aventureiros há um teleférico que leva até o topo), mas tinha uma leve neblina cobrindo a cidade o que atrapalhou um pouco. Na descida do morro que eu me dei conta de quanto eu tinha subido, peguei o caminho mais direto à fundação Miró e também o mais ingrime, assim, muito ingrime.

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Cheguei atrasado no Miró, mas a Lu se atrasou mais e conseguiu me encontrar ainda na fila. O prédio da fundação miró é MUITO legal, a coleção do museu também é boa, vale muito ir até lá. Junto com a coleção permanente havia uma exposição sobre o corpo na arte contemporânea, com trabalhos de vários artistas importantes. À noite combinamos de ir jantar com o Paulo e o Gustavo, nossos amigos com quem passamos a virada do ano. Fomos na Pizza del Born novamente, conversamos muito e demos muitas gargalhadas.

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Primeiro dia do ano

Bom, primeiro dia do ano, absolutamente tudo fechado. Passei várias horas online escrevendo posts atrasados, depois fui conhecer o Parc de la Ciutadella, que fica quase do lado do hostel. Muito legal o parque, com fontes, um lago com barcos a remo (muito mais divertido do que pedalinhos), várias árvores e bancos, e no final do parque está o zoológico de Barcelona, mas não fui visitá-lo, acho que vai ficar para uma próxima vez.

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O maior problema de passar o dia primeiro fora de casa é que tudo está fechado, inclusive a maioria dos restaurantes, os poucos que abrem colocam um preço abusivo: se o PF custava 8 euros, então nesse dia custa 24 euros. Isso fez com que eu batesse pernas até encontrar algo pra comer, que infelizmente foi um McDonnald’s… mas o ponto positivo foi que eu ganhei um cheeseburger numa promoção que eles têm no momento. Nada mais fiz nesse dia.

Arquitetura em Barcelona

Como era uma segunda-feira, véspera de ano novo, todos os museus estavam fechado. Então eu montei um roteiro arquitetônico por Barcelona. A idéia era ir até a Torre AGBAR, do Jean Nouvel, depois até o Fòrum, do Herzog & de Meuron, e ver o peixe que o Frank Gehry fez junto com as torres gêmeas – que não são tão gêmeas assim.

Combinamos com a Maria de encontrá-la na estação do metrô mais próxima da torre AGBAR (Água de Barcelona, equivalente ao DMAE de porto alegre). Dado os outros projetos do Jean Nouvel que eu já vi, esperava me impressionar mais, mas o prédio é simples e direto, uma torre cilindrica que afina na ponta. O mais interessante do prédio é a fachada colorida, com vidros em diferentes inclinações (que ajudam a dar uma idéia de mais tons de cor na fachada). Dentro do prédio há um pequeno museu sobre o consumo de água.

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Na saída pegamos o TRAM (metrô de superfície) para irmos no Fòrum (ambos os prédios estão situados na Av. Diagonal). O Fòrum impressiona pelas grandes áreas em balanço, e tem algumas sacadas interessantes como alguns buracos que atravessam o grande triângulo do prédio. Dentro do prédio há um espaço para feiras ou mostras e também um auditório. O mais legal da nossa ida ao Fòrum, foi conhecer a praia que foi reurbanizada. Na praia há decks de madeira e um quebra mar, criando uma piscina no próprio mar, muito legal! No parque também tem um grande array de células fotovoltáicas, mas não consegui descobrir quanto de energia eles conseguem gerar ali.

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Para encerrar bem o dia, e também o ano, compramos peito de peru, queijos, pão, chocolates Lindt, etc. Fizemos uma pequena ceia no hostel. Para esperar o ano novo chegar combinamos de encontrar uns amigos nossos na frente da torre de AGBAR (sim, voltamos pra lá!), pois haviamos lido que teria show de luzes e música ao vivo em frente a torre. O show de luzes até que aconteceu, o prédio mudou de cores várias vezes e depois escreveu na fachada dele “Feliç 2008”, já a música… Mas tirando isso foi divertido a entrada do novo ano.

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Museus ?

Combinamos com a Maria de nos encontramos na frente do Arc de Triumf, que fica a uma quadra do nosso hostel. A idéia inicial era ir até o museu Picasso, que fica no Born (ou ao lado dele). Quando chegamos na frente do museu não conseguimos ver o final da fila para entrar nele, não pensamos duas vezes e desistimos da idéia de entrar nele (pelo menos neste dia). Como o dia estava bonito, e a amiga da Lu que iamos encontrar desmarcou o encontro, resolvemos atravessar a cidade e ir no Parc Güell, que foi projetado pelo Gaudí.

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O parque fica num morro e tem diversos caminhos por ele. Diversas estruturas de pedra formam alguns caminhos, as diversas colunas projetadas pelo Gaudí são bastante interessantes e a quantidade de formas diferentes que ele dá a elas é igualmente interessante. O parque estava lotado de turistas, o que dificultou tirar fotos, afinal todos queriam posar para suas próprias fotos. No parque há um pequeno museu sobre o Gaudí, no estilo “aqui Gaudí comia, aqui era o banheiro do Gaudí, etc”, mas como tinhamos pago um euro a mais na Sagrada Família, entramos sem fila nesse “Museu”. Olhamos rapidamente, até por que não tinha nada muito interessante pra ver.

Saindo do parque, resolvemos tomar o primeiro ônibus que passou e acabamos indo parar na faculdade de barcelona, ali resolvemos trocar do ônibus para o metrô (acertei agora kassick? :-P). Passear de ônibus é melhor do que brincar de minhoca nos subterrâneos da cidade, mas é bem mais demorado para se deslocar de um lugar a outro. Como eu queria muito ver o pavilhão do Mies van der Rohe, e a Lu queria ir na CaixaForum e eles estão um em frente ao outro, fomos para lá.

O pavilhão do Mies é uma aula sobre o mínimo, e como com ele se pode fazer mais. Para entrar no pavilhão tem que pagar 2 euros, então acabei entrando sozinho. Tirei diversas fotos, e realmente me impressionei com a leveza do prédio. Enquanto eu fotografava, as gurias estavam excluidas do lado de fora vendo eu dentro do pavilhão.

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Saindo do pavilhão fomos ao centro cultural CaixaForum, lá havia duas exposiçãos bem legais: uma sobre o Charlie Chaplin e outra de fotos da fotografa alemã Candida Höfer. A exposição do Chaplin era ótima, mostrando todo o humor e inocência das palhaçadas dele. Fiquei com muita vontade de comprar uma caixa de dvds com todos os filmes dele. Ah, acho que não comentei ainda, mas tudo aqui em barcelona é escrito em catalão, e normalmente têm uma tradução para o espanhol ao lado. Então me diverti tentando decifrar o que estava escrito em catalão em todos os textos da exposição.

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Como era cedo, e queriamos fazer algo antes de entregarmos os pontos do dia, resolvemos ir no cinema. O problema de querer ir no cinema aqui é encontrar um lugar onde os filmes não sejam dublados! Eles simplesmente dublam tudo! Mas achamos uma rede espanhola (Yelmo) que só exibe filmes na língua original. Queriamos ver American Gangster, mas a sessão estava lotada, então assistimos Morte no Funeral, que é uma comédia inglesa muito divertida. Recomendo a todos!